Na hora de mudar a cor das paredes ou até mesmo escolher as tintas para a casa nova, sempre surgem centenas de dúvidas. Este guia vai te ajudar a decidir sobre cores, tipos de tintas, dicas para quem vai fazer a reforma sozinho e muito mais. Confira e deixe sua casa linda e com a sua cara.

O certo é sempre começar pintando o teto, depois as paredes, portas, janelas e, por último, os rodapés. Porém, antes de começar é importante que o ambiente esteja, de preferência, vazio. Se não for possível tirar todos os móveis, arraste-os para o centro e forre-os muito bem com panos, para que nenhum pingo de tinta caia sobre os objetos. O chão deve ser coberto com jornal, além disso, tenha sempre por perto um produto para tirar manchas de tinta e espátulas para raspar, quanto antes você remover os pingos, melhor. Nos vidros, uma dica para tirar respingos é utilizar cebola. Isso mesmo: corte-a ao meio e esfregue em cima da mancha.

Lembre-se que o ambiente a ser pintado deve estar limpo e as paredes devidamente preparadas, sem nenhum acessório ou marca na superfície. A eletricidade deve permanecer desligada durante todo processo. Cuide também com as tomadas e interruptores, remova-os antes de começar a pintura ou forre-os com fita crepe. Os lustres devem ser retirados e as aberturas devidamente forradas.

Preparação da superfície que vai receber a pintura
A superfície deve estar firme, coesa, limpa, seca e isenta de gordura, graxa ou mofo. Jamais aplique o produto sobre madeiras deterioradas ou infectadas por fungos ou cupins.

Tendências
De acordo com a arquiteta Milena Decker, misturas de cores muito intensas em um mesmo ambiente não são aconselháveis. “Cores gritantes costumam enjoar, eu sempre prefiro tons mais amenos, que enjoam menos e são mais chiques”, afirma. Milena aconselha seus clientes a sempre optarem por tons café com leite (que vai do bege ao marrom claro), que geram conforto, ou os cinzas, que são sofisticados. “Os tons café com leite são mais básicos, ficam bem em quase todos os ambientes, já os cinzas são mais ousados e combinam muito bem com peças de designe e obras de arte”, indica.

A moda das paredes coloridas, uma de cada cor ou uma com uma cor bem forte, não está mais em evidência. “As pessoas devem usar o bom senso, transformar a casa em uma alegoria não fica bonito e nem é confortável para os olhos”, reforça Milena. “Para as pessoas que querem cor, eu indico tapetes, cortinas e outros acessórios que podem ser trocados facilmente se enjoarem”, afirma. As cores básicas também são mais fáceis de combinar com o resto da decoração, por isso a arquiteta lembra que “é muito ruim quando vamos comprar um enfeite e temos que ficar pensando se vai ou não combinar com o tom da parede”.

Cuidado, principalmente, com vermelhos e alaranjados intensos, eles costumam deixar as pessoas agitadas e são cores que facilmente enjoam. “Este tipo de cor é indicada para bares e restaurantes”, diz Milena. “As chamadas cores hospitalares, como verde e azul claro, também não são legais para ambientes de estar. Este tipo de cor só combina com o quarto das crianças, pois remete a tranquilidade”.

Sobre texturas a arquiteta faz um alerta que “ambientes pequenos costumam ficar menores ainda com texturas nas paredes. Este tipo de técnica é indicada para ambientes bem amplos ou para a parte externa da casa”. Milena costuma indicar muito aos seus clientes texturas nas paredes de fora da casa, pois, segundo ela, este tipo de técnica ajuda a evitar que a tinta desbote com facilidade e disfarça imperfeições.

Outra tendência que ficou no passado é a obrigatoriedade dos móveis combinarem com as cores das paredes. “Hoje em dia temos tantos tecidos, texturas, estampas e materiais que não tem porque não aproveitar tudo isso preocupando-se com o tom das paredes”, afirma.

Segundo Milena, a iluminação é um aspecto que influência bastante na cor das paredes. Lâmpadas brancas, como as fluorescentes, não fidelizam as cores. Prefira as lâmpadas amarelas, que além de não influenciarem nas cores deixam os ambientes mais aconchegantes.

Para o teto a cor básica é o branco mesmo, mas quem quiser ousar um pouco mais, a arquiteta dá a dica que “a tendência é levar a cor da parede para o teto e usar o gesso para delimitar onde começa um e termina outro”. Porém, para ambientes pequenos, o mais indicado ainda é o certeiro branco.